Nessa época, eu deveria estar preocupada com minhas médias de final de ano da 7a série - my nerd way of life estava no auge das notas 8 - e mesmo possivelmente já ouvido falar da OMC em alguma aula de História, eu pouco sabia do que se tratava.
Dez anos depois das manifestações contra a OMC ( Organização Mundial do Comercio / WTO ) em Seatle, eu posso contar quantas vezes essa discussão me atingiu: vendo Documentário Surplus nos primeiros anos da faculdade
pesquisando filmes como o The Corporation e History of Stuff
entrevistando para o DOC Consumindo ( TCC para Multimeiros )
Doc Consumindo: 01-GLOBAL from doc consumindo on Vimeo.
e hoje assistindo o filme "A batalha de Seatle"
Eu poderia fazer um post sobre o aprendizado com cada um desses vídeos. Mas aqui, ao tentar resumir a conexão dos pontos acima, me lembrei de como esse ciclo é complexo, o que me fez re escrever algumas vezes as frases seguintes: os acordos comercias de grandes Corporações, muitas vezes mais potentes e imponentes que governos, exercem forte influência na nossa vida. A mídia tem o mesmo interesse comercial que as corporações - afinal, ela é uma delas - por isso as mensagens que chegam até você estão fortemente mediadas. No meio disso tudo, você toma decisões para sua vida continuar girando, acreditando ter liberdade suficiente sob suas vontades, necessidades, desejos. Assiste cada vez mais notícias e conteúdos envolvendo o meio ambiente, destruição da natureza, caos nas grandes cidades, pobreza, mudanças climáticas.
E ai o que faz? Acorda no dia seguinte, leva seu filho para a escola, pega trânsito até o trabalho, senta na sua cadeira o dia todo, faz compras de Natal, e planeja sua próxima viagem. E isso por que talvez você não queira, ou mais provável, você não saiba que existe outras maneiras mais conscientes de se encarar esse dia-a-dia. Afinal, o que a gente pode fazer?
A conexão entre os vídeos acima não me tornaram uma grande entendedora das discussões da OMC, das barreiras comerciais, acordos internacionais, patentes, corporações, preservação do ambiente, consumo consciente, cultura da mídia... mas me trouxe uma GRANDE inquietação sobre o tema. Acho que então, todos os autores desses conteúdos conseguiram atingir de certa forma um objetivo: conscientizar, ou no mínimo informar.
Um ano depois de me formar, e perder contato com as discussões acadêmicas, me vejo mergulhada em rotinas profissionais tão mais comerciais do que um dia eu imaginei suportar. Toda essa discussão é tão mais complexa do que meia dúzia de palavras, e um dos meus objetivos é conseguir tambem re transmitir esse tipo de consciência para mais pessoas.
Tudo isso enquanto eu continuo acordando cedo, indo trabalhar, pegando trânsito, fazendo compras de Natal, planejando minhas próximas férias...
O outro objetivo é me lembrar que eu tambem preciso aprender a viver de outra maneira.
Se você tiver uma dica, no melhor americanês, let me know!
I have a tip for ya, punky:
ResponderExcluirhttp://www2.uol.com.br/empreendedorsocial/index.shtml
Depois te conto mais sobre, eu estava presente na última edição, essa Quinta. Foi absolutamente incrível. Teve muitos momentos com os quais você ia se identificar.
bj, malinha sem alça