segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A vida passa enquanto você faz planos. Keep moving!

Parece que é só a temporada de confraternizações de final de ano chegar, para que as pessoas comecem a se organizar para fazer alguma ação solidária. E sim, eu fui uma delas. Adoro o espírito Natalino, amigo secreto, festa de final de ano, presentes de Natal...não dá para ser hipócrita, essa é a época do festival de compras.

Aproveitando a deixa comercial e o espírito do bom velhinho , a ideia foi proporcionar um dia diferente para crianças que possivelmente nunca tiveram a chance de brincar de amigo secreto.

Nesse dia, as crianças que já tinham escrito uma cartinha para o Papai Noel - ou simplesmente endereçadas para quem recebesse a cartinha - ganharam seu presente pedido, além de uma cartinha em resposta, cheia de boas vibrações com palavras de apoio e incentivo. ( afinal, uma das ideias aqui é proporcionar mais do que um simples presente, mas sim, apoiar e incentivar atitudes do bem nessas crianças )
















Nessa dinâmica simples, acho que aprendemos algumas lições:

- como é difícil reunir um grande número de pessoas dispostas a se dedicar a uma causa que exige certo esforço - "esforço mínimo" diria eu no ápice da minha fase solidária;
- é preciso trabalhar em você mesmo o desapego da resposta positiva. Muitos não irão responder, nem comentar. E eles não são melhores ou piores por isso, apenas estão em um momento diferente da vida, com outras prioridades, desejos e
necessidades.


E foi no meio disso tudo, que eu descobri que estou cercada de pessoas que compartilham os mesmos ideais. Aquela frase que ninguém vive sozinho se aplica aqui, é com a força de vontade e incentivo de um grupo de pessoas, que coisas boas podem se tornar realidade. Chame de coincidência, de afinidade, do que for, fato é que com essa força conjunta dá mais vontade de começar um novo ano, sabendo que tem outras pessoas preocupadas e engajadas, e que estarão sempre dispostas a compartilhar uma nova ideia.

A vida passa enquanto você faz planos. Keep moving!
E que venha o projeto 2010!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Recap de aprendizados: um ano formada

Final de novembro, começo de dezembro de 1999.
Nessa época, eu deveria estar preocupada com minhas médias de final de ano da 7a série - my nerd way of life estava no auge das notas 8 - e mesmo possivelmente já ouvido falar da OMC em alguma aula de História, eu pouco sabia do que se tratava.

Dez anos depois das manifestações contra a OMC ( Organização Mundial do Comercio / WTO ) em Seatle, eu posso contar quantas vezes essa discussão me atingiu: vendo Documentário Surplus nos primeiros anos da faculdade


pesquisando filmes como o The Corporation e History of Stuff



entrevistando para o DOC Consumindo ( TCC para Multimeiros )


e hoje assistindo o filme "A batalha de Seatle"



Eu poderia fazer um post sobre o aprendizado com cada um desses vídeos. Mas aqui, ao tentar resumir a conexão dos pontos acima, me lembrei de como esse ciclo é complexo, o que me fez re escrever algumas vezes as frases seguintes: os acordos comercias de grandes Corporações, muitas vezes mais potentes e imponentes que governos, exercem forte influência na nossa vida. A mídia tem o mesmo interesse comercial que as corporações - afinal, ela é uma delas - por isso as mensagens que chegam até você estão fortemente mediadas. No meio disso tudo, você toma decisões para sua vida continuar girando, acreditando ter liberdade suficiente sob suas vontades, necessidades, desejos. Assiste cada vez mais notícias e conteúdos envolvendo o meio ambiente, destruição da natureza, caos nas grandes cidades, pobreza, mudanças climáticas.

E ai o que faz? Acorda no dia seguinte, leva seu filho para a escola, pega trânsito até o trabalho, senta na sua cadeira o dia todo, faz compras de Natal, e planeja sua próxima viagem. E isso por que talvez você não queira, ou mais provável, você não saiba que existe outras maneiras mais conscientes de se encarar esse dia-a-dia. Afinal, o que a gente pode fazer?

A conexão entre os vídeos acima não me tornaram uma grande entendedora das discussões da OMC, das barreiras comerciais, acordos internacionais, patentes, corporações, preservação do ambiente, consumo consciente, cultura da mídia... mas me trouxe uma GRANDE inquietação sobre o tema. Acho que então, todos os autores desses conteúdos conseguiram atingir de certa forma um objetivo: conscientizar, ou no mínimo informar.

Um ano depois de me formar, e perder contato com as discussões acadêmicas, me vejo mergulhada em rotinas profissionais tão mais comerciais do que um dia eu imaginei suportar. Toda essa discussão é tão mais complexa do que meia dúzia de palavras, e um dos meus objetivos é conseguir tambem re transmitir esse tipo de consciência para mais pessoas.

Tudo isso enquanto eu continuo acordando cedo, indo trabalhar, pegando trânsito, fazendo compras de Natal, planejando minhas próximas férias...

O outro objetivo é me lembrar que eu tambem preciso aprender a viver de outra maneira.

Se você tiver uma dica, no melhor americanês, let me know!