sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de setembro... Chileno


Cá estamos em mais um 11 de setembro.

Nessa data, em 2001 eu estava no colégio, em uma aula chata, ouvindo rádio naqueles walkmans enormes. Me lembro muito bem da Andrea me falando: "mas que droga, não ta passando música em nenhuma rádio, só tão falando de um avião que caiu nos Estados Unidos”.

Um pouco depois, em casa, almoçando sentada na mesinha de centro, ainda de uniforme, deu pra entender melhor o que tinha acontecido: o famoso ataque terrorista as torres gêmeas de Nova York.

8 anos depois, muitos vídeos, reportagens, documentários, filmes a respeito...meu irmão me apresenta uma nova versão do 11 de setembro: o 11 de setembro de 1973.

Todos nós possivelmente já estudamos a respeito no meio de uma dezena de outras matérias de História da América Latina, mas eu confesso que eu não lembrava desse episódio.

O cineasta britânico Ken Loach foi um dos 11 convidados pelo produtor Alain Brigand a produzir curtas-metragens com 11 minutos, 9 segundos e 1 imagem. Loach tinha nas mãos a liberdade e a oportunidade para falar do seu 11 de setembro: de 1973.

A única referência ao 11/09/2001 é a citação dos pêsames aos familiares e amigos das vítimas das Torres Gêmeas, tão sofredores quanto os familiares e amigos das vitimas de 1973, data que deu inicio a ditadura do Chile. Detalhe: a ditadura chilena foi liderada por Pinochet e financiada pelos EUA.

Bom, como eu não estava por aqui em 1973 não posso dizer como foi a movimentação e repercussão do 11/09/1973, mas é fácil de se afirmar que poucas pessoas sabem que a data que os americanos tanto se “orgulham de se dizer vitimas” coincide com a mesma que ele próprio ajudou a causar.

Links de referência:

http://www.cecac.org.br/MATERIAS/11set06_BatalhadoChile.htm

http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?id=4163&ida=0

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

The Ugly Truth

Comédias românticas sempre serão comédias românticas. Você já vai com aquele sentimento que vai rir, se identificar, e as vezes até chorar...mas que saindo da frente da tela, a vida continua. Mas de uns tempos pra cá ando sentindo uma onde de filmes desse genero com alguma coisa diferente... eles parecem que querem que a gente pense!!!

Vamos combinar, se eu quisesse pensar na vida, nas minhas atitudes, filosofar da importância do aquecimento global, eu assistiria um documentário ( não achem que eu não gosto de DOC, eu gosto, inclusive fiz um ), e não uma comédia romântica.

Saco, agora eu vou ter que pensar. "A verdade feia", sem data fechada para estreia no Brasil é um desses filmes que mulher vê e sai pensando nas suas atitudes diante da complexa relação com o sexo oposto, e que homem vê e pensa "cara esperto esse autor, é isso mesmo que acontece" ou então "cara safado esse autor, contou para as mulheres nossas verdades, agora ferrou".



Abby ( Katherine Heigl ) é uma bem sucedida / linda / fashion / solteira / dona de um gato chamado Dartanhan / produtora de TV que fica chocada com um machão que apresenta um programa de TV chamado "The Ugly Truth". Mike ( Gerard Butler ) é o tal machão / típica voz rouca / roupas despojadas / palavrões na ponta da língua / garanhão / barba por fazer que fala abertamente o que, na visão dos homens, as mulheres tem que fazer para conquista-los.

O programa matinal de Abby não anda muito bem na audiência, logo surge uma nova contratação da emissora: Mike irá fazer um quadro diário no programa que Abby produz. Ai já viu, ele vai tentar convence-la que suas táticas "pouco românticas" funcionam de verdade, e Abby resolve então aplica-las com o novo possível-homem-da-sua-vida-pais-de-seus-3-filho e voalá...funciona!

Bom, não vou entregar o final ( duvido você descobrir ) mas preciso deixar claro que fiquei chocada que os conselhos do filme são bem parecidos com os conselhos que meus amigos homens custam dar ( apenas uma vez, porque homem não gasta seu tempo re-falando sobre relacionamento ): finja que você não está dando a mínima pra ele, não ligue, não procure, não reclame, sorria do que ele fala, não seja crítica, não imponha sua opinião...alias, não pense.

Mas agora pensando, cansa fazer tipo, hein! Longe de mim ser uma solteira desesperada / obsessiva / louca / paranóica como a Abby, ( com todo respeito as que são - solteiras e não os adjetivos - mas eu juro que quero casar e ter filhos lindos ), mas se você tem que se tornar a Barbie Girl para ser notada por um cara - a não ser que ele seja o Ken - eu desisto do weeding plan agora.

Fato é que minha mãe me ensinou a pensar muito e a ser pouco Barbie... mas eu to vendo que na prática um pouquinho desse lado é necessário, seja na doçura, ou na esperteza. Quem sabe no final, a produtora não fica com o machão!

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PostScribere1: Só não entendi o domínio do site do lançamento do filme
http://www.thetruthisntpretty.com/

PostScribere2: Não deixe de ver PS.Eu te amo. Também é com o Gerard Butler, mas dessa vez com um tom muito mais romântico > Prepare os lenços

PostScribere3: Para comprovar minha tese de Comédia Românticas que fazem pensar, não deixe de ver Ele não está tão afim de você

terça-feira, 1 de setembro de 2009