Cá estamos em mais um 11 de setembro.
Nessa data, em 2001 eu estava no colégio, em uma aula chata, ouvindo rádio naqueles walkmans enormes. Me lembro muito bem da Andrea me falando: "mas que droga, não ta passando música em nenhuma rádio, só tão falando de um avião que caiu nos Estados Unidos”.
Um pouco depois, em casa, almoçando sentada na mesinha de centro, ainda de uniforme, deu pra entender melhor o que tinha acontecido: o famoso ataque terrorista as torres gêmeas de Nova York.
8 anos depois, muitos vídeos, reportagens, documentários, filmes a respeito...meu irmão me apresenta uma nova versão do 11 de setembro: o 11 de setembro de 1973.
Todos nós possivelmente já estudamos a respeito no meio de uma dezena de outras matérias de História da América Latina, mas eu confesso que eu não lembrava desse episódio.
O cineasta britânico Ken Loach foi um dos 11 convidados pelo produtor Alain Brigand a produzir curtas-metragens com 11 minutos, 9 segundos e 1 imagem. Loach tinha nas mãos a liberdade e a oportunidade para falar do seu 11 de setembro: de 1973.
A única referência ao 11/09/2001 é a citação dos pêsames aos familiares e amigos das vítimas das Torres Gêmeas, tão sofredores quanto os familiares e amigos das vitimas de 1973, data que deu inicio a ditadura do Chile. Detalhe: a ditadura chilena foi liderada por Pinochet e financiada pelos EUA.
Bom, como eu não estava por aqui em 1973 não posso dizer como foi a movimentação e repercussão do 11/09/1973, mas é fácil de se afirmar que poucas pessoas sabem que a data que os americanos tanto se “orgulham de se dizer vitimas” coincide com a mesma que ele próprio ajudou a causar.
Links de referência:
http://www.cecac.org.br/MATERIAS/11set06_BatalhadoChile.htm
http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?id=4163&ida=0