quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Campanha Tome uma Atitude

Recebi por email essa nova campanha ( releases realmente funcionam hã ).

Tentei me cadastrar mais não funcionou!



Planeta Voluntários apoía a Campanha 2010, Tome uma Atitude!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A vida passa enquanto você faz planos. Keep moving!

Parece que é só a temporada de confraternizações de final de ano chegar, para que as pessoas comecem a se organizar para fazer alguma ação solidária. E sim, eu fui uma delas. Adoro o espírito Natalino, amigo secreto, festa de final de ano, presentes de Natal...não dá para ser hipócrita, essa é a época do festival de compras.

Aproveitando a deixa comercial e o espírito do bom velhinho , a ideia foi proporcionar um dia diferente para crianças que possivelmente nunca tiveram a chance de brincar de amigo secreto.

Nesse dia, as crianças que já tinham escrito uma cartinha para o Papai Noel - ou simplesmente endereçadas para quem recebesse a cartinha - ganharam seu presente pedido, além de uma cartinha em resposta, cheia de boas vibrações com palavras de apoio e incentivo. ( afinal, uma das ideias aqui é proporcionar mais do que um simples presente, mas sim, apoiar e incentivar atitudes do bem nessas crianças )
















Nessa dinâmica simples, acho que aprendemos algumas lições:

- como é difícil reunir um grande número de pessoas dispostas a se dedicar a uma causa que exige certo esforço - "esforço mínimo" diria eu no ápice da minha fase solidária;
- é preciso trabalhar em você mesmo o desapego da resposta positiva. Muitos não irão responder, nem comentar. E eles não são melhores ou piores por isso, apenas estão em um momento diferente da vida, com outras prioridades, desejos e
necessidades.


E foi no meio disso tudo, que eu descobri que estou cercada de pessoas que compartilham os mesmos ideais. Aquela frase que ninguém vive sozinho se aplica aqui, é com a força de vontade e incentivo de um grupo de pessoas, que coisas boas podem se tornar realidade. Chame de coincidência, de afinidade, do que for, fato é que com essa força conjunta dá mais vontade de começar um novo ano, sabendo que tem outras pessoas preocupadas e engajadas, e que estarão sempre dispostas a compartilhar uma nova ideia.

A vida passa enquanto você faz planos. Keep moving!
E que venha o projeto 2010!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Recap de aprendizados: um ano formada

Final de novembro, começo de dezembro de 1999.
Nessa época, eu deveria estar preocupada com minhas médias de final de ano da 7a série - my nerd way of life estava no auge das notas 8 - e mesmo possivelmente já ouvido falar da OMC em alguma aula de História, eu pouco sabia do que se tratava.

Dez anos depois das manifestações contra a OMC ( Organização Mundial do Comercio / WTO ) em Seatle, eu posso contar quantas vezes essa discussão me atingiu: vendo Documentário Surplus nos primeiros anos da faculdade


pesquisando filmes como o The Corporation e History of Stuff



entrevistando para o DOC Consumindo ( TCC para Multimeiros )


e hoje assistindo o filme "A batalha de Seatle"



Eu poderia fazer um post sobre o aprendizado com cada um desses vídeos. Mas aqui, ao tentar resumir a conexão dos pontos acima, me lembrei de como esse ciclo é complexo, o que me fez re escrever algumas vezes as frases seguintes: os acordos comercias de grandes Corporações, muitas vezes mais potentes e imponentes que governos, exercem forte influência na nossa vida. A mídia tem o mesmo interesse comercial que as corporações - afinal, ela é uma delas - por isso as mensagens que chegam até você estão fortemente mediadas. No meio disso tudo, você toma decisões para sua vida continuar girando, acreditando ter liberdade suficiente sob suas vontades, necessidades, desejos. Assiste cada vez mais notícias e conteúdos envolvendo o meio ambiente, destruição da natureza, caos nas grandes cidades, pobreza, mudanças climáticas.

E ai o que faz? Acorda no dia seguinte, leva seu filho para a escola, pega trânsito até o trabalho, senta na sua cadeira o dia todo, faz compras de Natal, e planeja sua próxima viagem. E isso por que talvez você não queira, ou mais provável, você não saiba que existe outras maneiras mais conscientes de se encarar esse dia-a-dia. Afinal, o que a gente pode fazer?

A conexão entre os vídeos acima não me tornaram uma grande entendedora das discussões da OMC, das barreiras comerciais, acordos internacionais, patentes, corporações, preservação do ambiente, consumo consciente, cultura da mídia... mas me trouxe uma GRANDE inquietação sobre o tema. Acho que então, todos os autores desses conteúdos conseguiram atingir de certa forma um objetivo: conscientizar, ou no mínimo informar.

Um ano depois de me formar, e perder contato com as discussões acadêmicas, me vejo mergulhada em rotinas profissionais tão mais comerciais do que um dia eu imaginei suportar. Toda essa discussão é tão mais complexa do que meia dúzia de palavras, e um dos meus objetivos é conseguir tambem re transmitir esse tipo de consciência para mais pessoas.

Tudo isso enquanto eu continuo acordando cedo, indo trabalhar, pegando trânsito, fazendo compras de Natal, planejando minhas próximas férias...

O outro objetivo é me lembrar que eu tambem preciso aprender a viver de outra maneira.

Se você tiver uma dica, no melhor americanês, let me know!











domingo, 25 de outubro de 2009

O dia do sequestro

Pergunta versão 1: O que fazer para se divertir em uma manhã de domingo em algum lugar do Rio de Janeiro?
Opção A: dormir.
Opção B: tomar café com a família.
Opção C: ir a praia.
Opção D: pegar uma lixxxta de telefones de paulixxxtas e tentar ganhar algum trocado.

Pergunta versão 2: Como sobreviver, ganhar dinheiro, pagar contas, comprar comida, quando se nasce em um ambiente que não te proporciona muitas escolhas?
Opção A: dormir e ver se cai do céu.
Opção B: acordar todo dia de manhã e ir trabalhar.
Opção C: sair pela rua e furtar algum ser desprevenido.
Opção D: pegar uma lisxxxta de telefones de paulixxxtas e tentar ganhar algum trocado.

Quem me conhece sabe que eu dava tudo para ser uma assistente social: em rodas de discussão sobre dinheiro, democracia, consumo, sociedade civil, direitos humanos eu sou a mais "chata", que dá razão aos pobres e oprimidos, aos que não tiveram oportunidades na vida para ser "algo melhor". Mesmo ouvindo várias vezes frases do tipo: "quem quer fazer o bem, consegue viver em ambientes inóspitos para o bem, e mesmo assim, sair vencedor, sem precisar entrar no crime e na marginalidade", eu continuo a alimentar um sentimento que - o nome não me agrada - traz um sentido de piedade/dó.

Muitos dias fico incomodada em passar horas em reunião discutindo estratégia de venda/imagem etc etc etc de um produto, enquanto tem questões sociais muito mais importante para ser discutida no mundo. Já em outros, o incomodo latente fica só na área do "malha mais, come menos, aprende mais, trabalha mais, ganha mais dinheiro, faça mais amigos, arrume um namorado, tire a sobrancelha, pense na roupa de amanhã"

E no mix do dia-a-dia, algumas coisas acontecem e te fazem parar!

Hoje foi o dia que meus pais acordaram com uma ligação a cobrar de um homem, dizendo ter sequestrado sua filha por engano, que ela estava muito machucada, e para libera-lá eles queriam um deposito de 30 mil reias.

Ontem foi o dia que eu sai de casa as 22hrs para encontrar com minhas amigas, ir para um barzinho, dormir na casa de uma delas. Acordaria em mais um domingo qualquer, iria para casa depois do almoço, assistiria um filme, e iria dormir pensando na academia do dia seguinte, no dia de trabalho pela frente, em que roupa usar, e nas reuniões intermináveis sobre X produto.

Enquanto eu dormia sem meu celular por perto, meus pais receberam a tal ligação, tentaram me achar e não conseguiram. Quando finalmente eles conseguiram falar comigo, já dá para imaginar o quanto de nervosismo eles tinham passado.

Fato é que essa história é velha, já deve fazer mais de 10 anos de uma dia de Natal que passaram o mesmo trote para meu tio, que desesperado deu um murro na porta e quebrou a mão enquanto negociava pelo celular com o falso sequestrador do seu filho. Outros exemplos já apareceram logo cedo: mães de amigas que chegaram a depositar 20 mil reias em troca da liberdade de filhos que estavam dormindo tranquilamente em algum outro lugar; outro que sabendo que os filhos estavam em casa apenas xingaram e desligaram a ligação; ou os que tiveram sorte de conseguir falar rapidamente com os filhos.

No meu caso, um conjunto de "coincidências" fez meus pais passarem por esses momentos, que só de imaginar, fico me culpando por ter esquecido meu celular dentro da bolsa. Depois de tudo resolvido, me perguntei: "a gente colocou que ia estar no X bar no Twitter?", "será que alguém viu que eu não voltei para casa?", "será que eles sabem quem eu sou?"

Não. Muito provavelmente a gente foi apenas um número de telefone de uma lista, que não teve a sorte de conseguir mandar o cara do outro lado da linha para aquele lugar, com a certeza e garantia que não tinha ninguém sequestrado.

Bom, e agora meu discurso social? Eu continuo com pena. Se antes eu não gostava desse sentimento ligado a palavra, por trazer um ar de superioridade, nesse caso ela se aplica. Sei que essas pessoas estão bem pouco satisfeitas com a vida para chegar a fazer isso, elas possivelmente não recebem um terço do amor, compreensão, preocupação, que muitos de nós, que estamos do lado de cá das ligações telefônicas de trote recebemos.

Mesmo sem sequestro, o clima de enterro continua depois do choque. O ânimo de ficar feliz por nada de ruim ter acontecido, infelizmente não predomina. E para fechar o domingo, cumprindo algumas das tarefas de normalidade, assisti o filme Escritores da liberdade ( The Freedom Writers Diary ), que mais uma vez me faz pensar, querer entender, e mudar a realidade de pessoas que as vezes fazem o mal, sem ter muita escolha de mudança.

Meus pais disseram que tinham quase certeza que não era eu, mas que na dúvida, a emoção falou mais alto. Depois de negociar por mais de uma hora, meu pai colocou R$ 600,00 em crédito de celular do tal sequestrador que prometeu me libertar. Passou o celular para a menina que chorava se fazendo passar pela sequestrada, quando minha mãe perguntou onde eu estava, ela respondeu: "eu tava aqui no exxxxxcuro mãe", ai ela percebeu, que com esse sotaque carioca, não era eu.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Não assista: Controle Absoluto

A velha história da dominação das máquinas aliadas agora com a conexão em rede.
Americanos X Arábia Saudita e Cia LTDA
Para fechar o pacote típico americano, tem Steven Spielberg na produção.



Leia artigo do OMELETE - para ter uma segunda opinião.
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Atualização:
Falando em controle...

A agência de inteligência do governo americano, através da sua divisão de investimentos In-Q-Tel, injetou ontem (19) capital em uma empresa chamada Visible Technologies, especializada em monitorar informações publicados em redes sociais e outros sites da web 2.0. Atualmente, ela indexa dados de mais de 500 mil páginas e mantém registro de conversas que ocorrem em blogs, fóruns, YouTube, Amazon, Flickr e Twitter.

Clientes da empresa, segundo o vice presidente Blake Cahill, podem usar uma ferramenta chamada TruVOICE combinado com o sistema inteligente de tagueamento para visualizar as impressões que novos produtos causam no mercado, por exemplo, marcar o post para posterior análise e possibilita a resposta imediata a usuários individuais através de uma interface web.

Exemplo de tela do TruVOICE (Clique para ampliar)

Exemplo de tela do TruVOICE (Clique para ampliar)

Dentre a lista de clientes da empresa, na qual a CIA passou a figurar, estão a Dell, AT&T, Verizon e Microsoft. Essa última está monitorando especificamente dados sobre o lançamento do Windows 7 no momento. A empresa ainda não monitora redes sociais fechadas a usuários cadastrados como Orkut, Facebook e Beebo. Nem a agência de inteligência nem a Visible Technologies revelaram o valor do investimento. [Slashdot / Wired]

( de Tecnoblog )

terça-feira, 20 de outubro de 2009

You Two no You Tube

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Mostrando que o Google tem capacidade de banda quase infinita, o YouTube anunciou hoje que irá transmitir, ao vivo direto do estádio Rose Bowl em Los Angeles, o show da banda U2 através do canal oficial da banda no site. Usuários de apenas 16 países poderão assistir à transmissão, e por incrível que pareça, o Brasil está entre eles.

O YouTube já fez, anteriormente, a transmissão ao vivo de um discurso do presidente americano Barack Obama e o festival de música Outside Lands. Ambos os eventos, no entanto, não se comparam à transmissão do show de uma banda que tem milhões de fãs ao redor do mundo.

O show deverá começar a ser transmitido à 01:30 da madrugada de domingo (25) para segunda (26), seguindo o Horário Brasileiro de Verão. Dentre os outros países que poderão assistir à transmissão estão o Reino Unido, Japão, Canadá, Nova Zelândia e Coreia do Sul.


http://tecnoblog.net/news/2009/youtube-vai-transmitir-show-do-u2-ao-vivo.htm

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de setembro... Chileno


Cá estamos em mais um 11 de setembro.

Nessa data, em 2001 eu estava no colégio, em uma aula chata, ouvindo rádio naqueles walkmans enormes. Me lembro muito bem da Andrea me falando: "mas que droga, não ta passando música em nenhuma rádio, só tão falando de um avião que caiu nos Estados Unidos”.

Um pouco depois, em casa, almoçando sentada na mesinha de centro, ainda de uniforme, deu pra entender melhor o que tinha acontecido: o famoso ataque terrorista as torres gêmeas de Nova York.

8 anos depois, muitos vídeos, reportagens, documentários, filmes a respeito...meu irmão me apresenta uma nova versão do 11 de setembro: o 11 de setembro de 1973.

Todos nós possivelmente já estudamos a respeito no meio de uma dezena de outras matérias de História da América Latina, mas eu confesso que eu não lembrava desse episódio.

O cineasta britânico Ken Loach foi um dos 11 convidados pelo produtor Alain Brigand a produzir curtas-metragens com 11 minutos, 9 segundos e 1 imagem. Loach tinha nas mãos a liberdade e a oportunidade para falar do seu 11 de setembro: de 1973.

A única referência ao 11/09/2001 é a citação dos pêsames aos familiares e amigos das vítimas das Torres Gêmeas, tão sofredores quanto os familiares e amigos das vitimas de 1973, data que deu inicio a ditadura do Chile. Detalhe: a ditadura chilena foi liderada por Pinochet e financiada pelos EUA.

Bom, como eu não estava por aqui em 1973 não posso dizer como foi a movimentação e repercussão do 11/09/1973, mas é fácil de se afirmar que poucas pessoas sabem que a data que os americanos tanto se “orgulham de se dizer vitimas” coincide com a mesma que ele próprio ajudou a causar.

Links de referência:

http://www.cecac.org.br/MATERIAS/11set06_BatalhadoChile.htm

http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?id=4163&ida=0